O CANDOMBLÉ NO MEU PONTO DE VISTA
Toda religião quando cultuada de forma respeitosa e séria, não importa qual seja, é bonita, é de Deus, que mesmo não tendo uma religião, se faz presente em todas elas, e o candomblé não é diferente! Acredito que religião nós não escolhemos... somos escolhidos, ter o entendimento e a compreensão de que cada um tem seu próprio caminho a seguir, o seu propósito... É pôr em prática um dos ensinamentos que cristo pregou, amor. E, ao contrário do que algumas pessoas pensam, seja por ignorância ou por falta de conhecimento, o que certamente não justifica, pois, primeiro que, se por ignorância, entende-se de que cada um é livre para fazer suas próprias escolhas, afinal ninguém é obrigado a seguir aquilo que nao crer, e muito menos se sentir obrigado a fazer parte daquilo que não deseja, que não gosta, entretanto deve-se haver sempre o respeito e a tolerância. E, se por falta de conhecimento, é preciso conhecer para saber se é bom ou ruim, se gosta ou não, isso é fato. Como pode alguém não gostar de algo, sem nem mesmo ter experimentado?
O candomblé é uma religião cheia de muitos mistérios, onde trás consigo uma espiritualidade cheia de muita luz e conhecimentos, passando para nós muitos ensinamentos valiosos. No candomblé aprendemos o significado de humildade e buscamos pôr isso em prática, pois também aprendemos que não basta saber, é preciso fazer. Vemos a bondade dos orixás e com isso deixamos refletir sobre nós mais essa lição. Abnegação e desprendimento daquilo que julgamos ser importante demais e, passamos a perceber o quão supérfluo era, que podemos sim por um breve momento, tempo, e até mesmo uma vida inteira viver sem. Aprendemos o sentido verdadeiro de saber respeitar da criança ao mais velho, pois a idade é insignificante perante a sabedoria que cada um carrega, e que se prestarmos mais atenção podemos algo de bom aprender. Aprendemos através dos orixás a respeitar a natureza e saber a importância, a propriedade de cada folha, aprendemos também a abraçar os nossos irmãos de forma respeitosa, sem julgamentos, sem preconceito de suas escolhas, seja homo, bi, trans... Pois cada um externaliza somente o que há dentro de si. Tem certas coisas na vida que não é questão de simplesmente querer, mas de realmente ser.
Eu vejo o candomblé como um grande seio materno, onde sem distinção, sempre caberá mais um, tendo em vista que independente dela ser perfeita, pois para nós adeptos é o que ela é, senão certamente não se faria parte, e percebe-se isso através de tantas coisas boas que para nós é passado... Mas que muitas vezes deixa transpassar uma imagem distorcida, negativa, por conta de atitudes e posturas de alguns que não a pratica de forma séria, equilibrada e responsável, mesmo assim, temos consciência que isso não a torna única, nem nos torna melhores, nem piores ou acima de ninguém, pois nos é ensinado pela própria espiritualidade que somos todos irmãos e iguais perante o criador. A questão é que, com tudo o que aprendemos, a escolha de se melhorar é pessoal, e, não é culpa dos orixás, não é culpa das entidades, não é culpa da religião se, algumas pessoas utilizam-se dos seus meios para praticar maldade, distorcendo tudo de bom que fora ensinado, escolhendo para si, um caminho distante da luz. Entretanto, acredito eu que quando se trata de maldades, esta não se fecha apenas no nosso meio, não se restringe somente ao povo de santo, a perversidade e a maldade se faz presente em qualquer mente que pense contrário a bondade, e isso independe da religiosidade a qual faça-se parte.
Somos candomblecistas, Somos sim povo do santo, filhos dos orixás, e também filhos de Deus, pois não existe mais de um, existe apenas um, mas com muitos nomes.
O Candomblé preza a caridade, prega a paz, nos ensina a ser luz!

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